Ameslarien azken portua gara. Kolore guztiek oraindik ere lekua duten herria. Amets egitea ahantzi ez dutenen auzoa. Etorkinena, nekazariena, langileena, gazteena. Hiri turistikoaren beste aurpegia, trenbidearen beste aldea. Eta bihotzean ditugun ametsak idazteko sortu gara. Koloretako taupaden leihoa da hau.

2005-11-15

Galizia ispiluan barrena

BERRIA egunkarian irakurri dut gaur AMI alde independentistako 11 kide atxilotu dituztela Galizan, Espainiako Auzitegi Nazionalak agindutako operazioaren baitan. Atxilotu gehienek 20 eta 25 urte artean omen dituzte, eta abar. Galizia ispiluan barrena, berriro ere.
Ez dut Assembleia da Mocidade Independentista (Gazteria Independentistaren Asanblea) delakoa ezagutzen, eta haien webgunera jo dut. "Intervenido Guardia Civil" mezua agertu zait, eta sarean bilaka jarraitu dut.

Gaurkoan, bada, isildu nahi izan dituztenen ahotsa bihurtu nahi dugu azken portu hau.



"Ser moç@ independentista neste País é ir contracorrente, é dizer, ser independentista na Galiza é nom ir ao fácil. Nós nom nos apontamos ao carro vencedor, nós acreditamos nas nossas
ideias e ninguém por nemgum meio poderá com elas; a repressom a qualquer nível nom poderá silenciar as nossas vozes.

Somos conscientes de que a Galiza tem uns traços muito definidos que a caraterizam como Naçom e a direrenciam do resto do Estado Espanhol (umha língua já em processo
de desapariçom -por nom falar da nossa ortografia-, umha cultura diferente, um território definido, umha comunidade estável, um carácter e uns rasgos que nos som próprios,...). Mas também vemos na independência nacional umha saída a muitos dos nossos problemas económicos e ao melhor uso dos nossos abundantes recursos.

Mas nom por isto se nos pode alcumar de xenófobos ou de simples frustrados que decidem botar a culpa dos seus problemas a terceiros. Nós nada temos em contra d@s espanhóis/las -@s nossos vizinh@s-, mas si o temos contra as "espanholeiras" e "espanholeiros" (aqueles dispostos a defender os seus próprios interesses mesmo pola violência e repressom, defendendo o indefendível -narcotraficantes, corruptos, G.A.L.-). Por todo isto, berramos ISTO NOM É ESPANHA porque gostariamos de regir por nós próprios e de poder escolher as nossas relaçons com outros povos, livremente.
Convem aclarar que independência nom quer dizer desuniom, senom convivência sobre a base do mútuo respeito à livre vontade. Independência opôm-se a injerencia e domínio, e rima à perfeiçom com convivência como se a história
souber de poesia, e tratando-se da história galega, o nosso futuro nom nos pode recursar essa rima.

Assim, independência nom é separatismo, independência é um mundo solidário: o melhor internacionalismo acha-se na liberdade dos Povos.
Também sabemos que o caminho para acadar o nosso objectivo é longo e cheio de dificultades. Mas, amenizado por pequenas grandes conquistas, que fam da nossa luita umha luita múltipla e variada. Assim; ecologia, insubmissom, feminismo, anti-fascismo,.. e outros, som paragem obrigatória no caminho da independência. Se bem, todas estas pretensons só ficarám num feixe de verbas se ti nom fas nada por mudar todo o que nos imponhem!

Somos abertos pois nom somos "politiqueiros", para nós o independentismo é máis que política, é o querer viver livre e que todos os que fam das nossas vidas um pesadelo nos deixem em paz. Nom temos definiçom estritamente política (marxista-leninista, maoista, autónoma,...), cremos que qualquer pessoa de esquerdas pode chegar a ser consciente de que ele/a também pode luitar por umha Galiza Ceive.

O nosso povo será livre algum dia graças à luita, nom nos enganemos: as cousas que tenhem um verdadeiro valor nom as regala ninguém, a liberdade do nosso Povo bem merece o esforço de cada um de nós".